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A comemorar cinco anos, foram vários os colaboradores que escreveram notícias para que o ESEPJornal se tornasse numa realidade. Depois de terminado o curso, os alunos reconhecem que ter colaborado no projecto representou uma mais-valia para a sua formação académica. Afinal, dizem, escrever um texto para ser publicado é muito mais motivador.
“Foi uma experiência enriquecedora! Primeiro porque estava a fazer jornalismo. Depois, estava a fazê-lo para todos, uma vez que os textos eram publicados no jornal. Mas principalmente porque o digital era uma área ainda não explorada em todo o curso. Aprendemos a publicar, a linguagem HTML. Tudo”, lembra Patrícia Matos, uma das alunas que colaborou no ESEPJornal.
Fosse no sentido de aperfeiçoar a escrita ou simplesmente porque a disciplina de Jornalismo em Linha o exigia, dezenas de alunos de jornalismo colaboraram com o ESEPJornal ao longo dos últimos cinco anos.
“Comecei a colaborar por uma questão de gosto pelo jornalismo escrito, depois porque sentia a necessidade de dar a conhecer aos leitores os temas que os meus trabalhos abordavam”, explica Ana Luz.
A aluna considera que o projecto teve a mais-valia de permitir que os trabalhos tivessem outra finalidade que não apenas irem para o dossier dos estudantes.
Após o seu primeiro estágio curricular que Ana Luz realizou no jornal “Público”, no qual ficou a trabalhar na secção Local Lisboa que dedicava também um espaço a outras regiões do país, “constatei que a cobertura dada ao Alto Alentejo era muito reduzida, por vezes inexistente”. Por isso – recorda Ana Luz - resolveu propor ao editor temas relacionados com Portalegre.
“Algumas sugestões foram aceites e resultaram em trabalhos publicados. Tendo em conta que estava a trabalhar temas da área de cobertura noticiosa do ESEPJornal, tentei sempre que possível que esses acontecimentos fossem também divulgados no nosso jornal digital”.
Mesmo durante o período de estágio, a participação no ESEPJornal foi produtiva para Ana Luz, e considera que, tanto esta experiência como a aquisição dos conteúdos transmitidos ao longo da licenciatura foram uma grande ajuda para a sua formação profissional.
Ir para o terreno
“É um projecto que permite aos estudantes de jornalismo adquirir experiência, contacto com o terreno, com as fontes, com a profissão futura”, remata Ana Luz.
A colaboração de Ana Filipa Rodrigues começou quando “voluntariamente redigi uma reportagem sobre projectos que ajudam a diminuir o suicídio em Portalegre”.
“Saímos à rua, lemos jornais, tentamos averiguar o que se passa e depois contamos isso nos artigos. A acessibilidade e facilidade de aceder aos temas era um grande peso para a escolha dos assuntos a tratar nas notícias”, explica Ana Filipa Rodrigues para assim justificar a sua escolha por temas intemporais que lhe permitisse uma maior margem de manobra para a realização de todo o processo até à elaboração da notícia.
Confessando, com um olhar distante, que a sua participação foi “parca”, Ana Filipa Rodrigues considera que a meia dúzia de artigos que escreveu significaram muito para ela e contribuíram para o seu desenvolvimento pessoal.
Uma vez que o jornal se encontra dividido por secções, os alunos têm a possibilidade de escolher a área que mais lhes agrada. “Fiquei na editoria de educação, mas acabei por escrever também para desporto e sociedade”, afirma Patrícia Matos, enquanto que Sílvia Torres, outra ex-aluna do curso, escolheu a secção de sociedade realizando sempre reportagens intemporais “na medida em que não tinha as fontes adequadas para poder fazer notícias do dia”.
Para Sílvia Torres foi uma experiência de igual modo gratificante. “As correcções efectuadas aos textos pelo professor da disciplina deram-nos novos conhecimentos. Se é importante aprender como se faz algo, não menos importante é aprender como não se faz ou não se deve fazer algo”.
“Um texto feito para guardar na gaveta não tem o mesmo significado que um texto dado a conhecer via Internet. A publicação dos textos é um incentivo para os seus autores (os alunos) ”, considera Sílvia Torres.
Preparação e formação para a vida profissional
Acabar o curso ou simplesmente ir para estágio com a “bagagem” de ter colaborado no ESEPJornal, representou uma mais-valia para os alunos. “No primeiro estágio que realizei, a direcção do Jornal do Centro, questionou-me se eu possuía experiência em elaborar, procurar ou sugerir notícias. A direcção ficou apaziguada quando lhes expliquei como funcionava o nosso curso e, ainda, por saber que eu colaborava com o jornal existente na escola. Nesse aspecto, a minha integração nas rotinas de trabalho acabou por estar facilitada”, lembra Ana Filipa Rodrigues.
A valorização da vertente prática do projecto é, aliás, um dos aspectos frequentemente referidos pelos alunos que já colaboraram com o ESEPJornal.
“Muitas escolas superiores, e até universidades, apostam na teoria mas esquecem a prática. Connosco é um bocadinho ao contrário: temos a teoria, é essencial, mas temos muita prática”, conta Patrícia Matos.
Para Sílvia Torres é “necessário ir para o mercado de trabalho com alguma prática e “à vontade” no meio profissional. Se terminarmos o curso e não estivermos preparados para enfrentar desde logo o mercado de trabalho, as poucas portas que se abrem acabam por se fechar ainda mais depressa”.
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